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segunda, 06 junho 2016 17:37
Expert Insight

Combate ao cancro do pulmão

Novas armas terapêuticas, novas questões em aberto

O Prof. Doutor António Araújo comenta a importância da imuno-oncologia no tratamento do cancro do pulmão, destacando algumas das questões que ainda estão por responder nesta área.

De acordo com a opinião do diretor do Serviço de Oncologia do Hospital de Santo António-Porto,  a fase atual "ainda é de aprendizagem". A edição de 2016 da ASCO tem-se debruçado sobre as várias questões que se colocam com a introdução desta nova abordagem terapêutica no tratamento do cancro do pulmão. É fundamental perceber qual "o subgrupo de doentes que irá beneficiar mais da imunoterapia" e, paralelamente, tentar compreender porque razão "existem indivíduos que não respondem a este tratamento".

Para tal, é essencial que sejam desenvolvidos biomarcadores que possam predizer a resposta a esta terapêutica. Até recentemente, poucos fármacos, quer ao nível da quimioterapia citostática clássica quer em termos de terapia-alvo, atuaram com bons resultados no tratamento do cancro do pulmão de não pequenas células. No entanto, a imuno-oncologia "trouxe um campo de esperança para estes doentes."

Veja o vídeo.

Pulmonale lança campanha de  sensibilização

Outro ponto relevante é a comunicação direta com a população, um trabalho que a Pulmonale (Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão) tem desenvolvido, pois tem noção de que existe uma desvalorização das consequências do tabaco na saúde, em Portugal e no resto da Europa, explicou o Prof. Doutor António Araújo, presidente da Pulmonale.

Neste sentido, foi lançada uma campanha contra o cancro do pulmão no passado dia 31 de maio, no qual se celebrou o Dia Mundial Sem Tabaco. Trata-se da iniciativa "ACTua Contra o Cancro do Pulmão", uma ação em parceria com a Lung Cancer Europe (LuCE).

Segundo o especialista, esta campanha pretendeu alertar a sociedade para a relação direta que existe entre o cancro do pulmão e o consumo do tabaco. De forma a diminuir a probabilidade de aparecimento desta neoplasia é fundamental que as pessoas cessem os seus hábitos tabágicos.

Recorde-se que um estudo em nove países europeus, apresentado pela Pulmonale, revelou que mais de um terço dos inquiridos que declararam ser fumadores diários (36%) afirmaram não estar preocupados com a patologia.

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