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segunda, 06 junho 2016 10:01
Atualidade

Mieloma Múltiplo

Novo standard of care com 2 fármacos mais daratumumab

Um novo estudo afirmou a eficácia de daratumumab no mieloma múltiplo, previamente observada em ensaios clínicos de pequena dimensão. O novo regime associou-se a uma desaceleração rápida do crescimento tumoral em muitos doentes, e teve honras de apresentação na Sessão Plenária da ASCO 2016.

Resultados iniciais de um estudo de fase III apresentados na Sessão Plenária da ASCO 2016 demonstraram que o daratumumab adicionado a um regime de dois fármacos standard (bortezomib e dexametasona) se associou a um benefício notório nos outcomes clínicos de doentes com mieloma múltiplo em recidiva ou refratário.

A associação de daratumumab reduziu o risco de progressão da doença em 70% e duplicou as taxas de resposta parcial (29% para 59%) e completa (9% para 19%). Este agente, o primeiro anticorpo monoclonal aprovado para o tratamento do mieloma múltiplo, tem como alvo uma proteína existente na superfície das células cancerígenas, designada CD-38.

“Há muito tempo que nós suspeitamos que a CD-38 é o principal alvo de tratamento no mieloma múltiplo, mas estes resultados não têm precedentes neste tipo de tumor”, declarou o Dr. Antonio Palumbo, diretor da Unidade de Mieloma no Departamento de Oncologia da Universidade de Torino, em Itália. “É, agora, evidente que nós temos estado a fazer a transição para um regime de três fármacos incluindo daratumumab como o standard of care nesta indicação.”

O primeiro ensaio clínico aleatorizado com daratumumab incluiu perto de 500 doentes com mieloma múltiplo em recidiva ou refratário, que receberam oito ciclos de um dos regimes, seguidos de manutenção com daratumumab (no caso dos doentes incluídos no braço de tratamento com este agente).

“O daratumumab é um agente de ação rápida – em muitos casos, o tumor sofreu uma redução em apenas um mês. Como resultado da redução do tamanho e da desaceleração do crescimento do tumor, os doentes tiveram menos dores e uma melhor qualidade de vida”, salientou o Dr. Palumbo.

O investigador salientou ainda que o daratumumab não piorou substancialmente os efeitos secundários mais comuns do regime standard. “Os doentes no grupo do daratumumab experimentaram níveis de toxicidade hematológica, infeções e neuropatia periférica apenas ligeiramente superiores.”

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