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segunda, 06 junho 2016 09:46
Atualidade

Dez anos de hormonoterapia no cancro da mama

Redução das recidivas com QoL

Novos dados de follow-up a 10 anos trazem uma nova esperança para milhões de mulheres em todo o mundo com cancro da mama ER+, ao sugerir que uma maior duração do tratamento reduz o risco de recidiva e previne o aparecimento de segundos cancros, com poucos eventos adversos.

Um ensaio aleatorizado de fase III, MA.17R, revelou que mulheres pós-menopáusicas com cancro da mama em estadio precoce beneficiam de uma extensão do tratamento com o inibidor da aromatase (IA) letrozole de 5 para 10 anos. Após cinco anos de tratamento com um IA e qualquer duração de tratamento com tamoxifeno, as mulheres que receberam letrozole por mais cinco anos registaram um risco de recidiva 34% inferior às mulheres que receberam placebo.

O estudo, que incluiu 1.918 mulheres pós-menopáusicas, foi conduzido pelo Canadian Cancer Trials Group e contou com a participação da National Clinical Trials Network, tendo tido honras de apresentação na Sessão Plenária da ASCO 2016 pela sua relevância e impacto na prática clínica oncológica.

“As mulheres com cancro da mama com recetores de estrogénio positivos (ER+) em estadio inicial enfrentam um risco indeterminado de recidiva”, declarou o autor deste estudo e diretor do grupo de Investigação em Cancro da Mama do Massachusetts General Hospital em Boston, Dr. Paul Goss. “O estudo mostra um caminho para estas doentes, ao evidenciar que o prolongamento do tratamento com IA pode reduzir ainda mais o risco de recidiva no cancro da mama. A extensão do tratamento com IA demonstrou ainda um substancial efeito preventivo da doença na mama saudável.”

Embora a sobrevivência global não tenha sido significativamente diferente entre os dois grupos estudados neste ensaio, o Dr. Goss salientou que, devido à recidiva crónica lenta característica dos tumores ER+, a sobrevivência global tem sido difícil de demonstrar nos ensaios clínicos. Por este facto, a maioria das terapêuticas endócrinas para o cancro da mama tem obtido aprovação regulamentar com base unicamente no benefício observado ao nível da sobrevivência livre de doença.

A qualidade de vida (QoL) global dos doentes foi comparável entre os dois grupos. Foram observadas pequenas diferenças na função física dos doentes a favor do placebo, mas estas não foram consideradas clinicamente significativas. “Uma grande proporção de mulheres com cancro da mama em estadio inicial são sobreviventes de longo termo. Uma vez que a hormonoterapia é administrada durante um longo período de tempo, é muito importante medir os sintomas das mulheres e aferir como se sentem com o tratamento”, frisou a Dr.ª Julie Lemieux, responsável pela análise dos outcomes reportados pelos doentes e investigadora no Centre hospitalier universitaire de Québec, no Canadá.

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