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domingo, 05 junho 2016 10:26
Atualidade

Cancro da mama

Projeto inovador de proximidade ao doente acelera investigação

Recrutar milhares de doentes para um estudo numa questão de meses e ter ao alcance uma quantidade notável de dados de doentes tratados no contexto do mundo real é agora uma realidade, e pode ser uma fonte de conhecimento inigualável no sentido de uma medicina de precisão.

Um projeto inovador lançado em outubro de 2015 nos EUA pode ajudar a agilizar a investigação genómica no cancro da mama metastático e fornecer pistas para o desenvolvimento de novos tratamentos. Volvidos sete meses desde o seu lançamento, foram recrutados mais de 2.000 doentes no âmbito deste projeto concebido para recolher e analisar registos médicos, amostras de tumor e amostras de saliva de doentes com cancro da mama em estadio avançado.

“Nos EUA, apenas uma pequena fração das 150.000 mulheres e homens com cancro da mama metastático são seguidos em centros que conduzem investigação em amostras tumorais”, enquadrou o autor principal do estudo, Dr. Nikhil Wagle, oncologista no Dana-Farber Cancer Institute, em Boston. “Com esta nova abordagem, esperamos dar poder aos doentes para participar ativa e diretamente na investigação da sua doença, independentemente de onde vivem, e contribuir para o esforço de melhorar o prognóstico de todos os doentes que vivem com cancro da mama avançado.”

O projeto foi desenvolvido de modo a que doentes com cancro da mama avançado de qualquer parte do país possam participar através do website do projeto (mbcproject.org). Recorrendo a uma variedade de canais, que vão desde a comunicação social, a newsletters, blogs e associações de intervenção comunitária/advocacy, os investigadores podem recrutar doentes diretamente, sem estar dependentes dos seus médicos individuais e instituições.

“O grande objetivo do Projeto em Cancro da Mama Metastático é fornecer pistas para o desenvolvimento de melhores tratamentos para a doença.” Os investigadores esperam que o conhecimento mais aprofundado dos registos médicos e informação genómica de milhares de doentes forneça dados “muito necessários” sobre a biologia do tumor, com enfoque inicial nos subgrupos de doentes mais difíceis de diagnosticar com as abordagens tradicionais: aqueles com uma resposta longa e/ou extraordinária ao tratamento, com doença metastática no diagnóstico inicial, diagnosticados numa idade precoce e minorias raciais/étnicas.

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