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domingo, 05 junho 2016 10:11
Atualidade

Medicina de precisão

Mais opções terapêuticas para o doente oncológico

O enorme potencial da medicina de precisão permite entender por que motivo tumores com a mesma anomalia genética respondem ou não a terapêuticas alvo. Um novo estudo lança agora alguma luz sobre a razão pela qual isso acontece, com potencial para alocar desde logo os doentes ao tratamento que lhes trará maior benefício, evitando aqueles que não lhes prolongarão a vida.

Investigadores reportaram na ASCO 2016 resultados precoces encorajadores do estudo MyPathway, um ensaio aleatorizado de fase 2 em curso que se propõe a analisar quatro tipos de tratamento em doentes com cancro avançado para os quais não existe atualmente tratamento com reconhecido benefício.

O estudo fez o emparelhamento de doentes com anomalias moleculares no tumor ao respetivo tratamento alvo. “Dos 129 doentes incluídos, 82 tinham alterações genéticas no HER2, 33 no BRAF, 8 no Hedgehog e 6 no EGFR. Todos os doentes tinham um tumor sólido em estadio avançado e uma média de 3 tratamentos prévios. Um total de 29 doentes com 12 tipos diferentes de tumor responderam ao tratamento alvo. Catorze respondedores tinham progredido ao fim de uma mediana de 6 meses de tratamento (variação: 3-14 meses), e 15 respostas estão ainda em curso aos 3+ a 11+ meses”, explicou o autor principal do estudo, Dr. John D. Hainsworth, investigador no Sarah Cannon Research Institute em Nashville, EUA.

Os resultados de eficácia “mais promissores” foram observados nos doentes com anomalias no gene HER2: 7 de 20 doentes com cancro colorretal, 3 de 8 doentes com cancro da bexiga e 3 de 6 doentes com cancro biliar registaram respostas objetivas (redução ≥ 30% do tamanho tumoral). “Com base nestes resultados, o recrutamento para cada um destes grupos de tumor foi ampliado.”

“O grupo de doentes com cancro do pulmão e mutações BRAF será igualmente ampliado”, prosseguiu o especialista. “Dos primeiros 15 doentes incluídos, 3 tiveram respostas objetivas, e 2 doença estável (ausência de alteração do tamanho tumoral) durante, pelo menos, 4 meses.”

“Com a análise genómica dos tumores a tornar-se cada vez mais acessível, estudos como o nosso ajudarão mais doentes a beneficiar das abordagens da medicina de precisão”, declarou o investigador. “Embora ainda seja cedo para tirar conclusões, as nossas descobertas sugerem que, por exemplo, a terapêutica alvo anti-HER2 pode ser utilizada para lá das indicações atuais para as quais está aprovada, o cancro da mama HER2+ e o cancro gástrico. O estudo dá fortes sinais precoces relacionados com a atividade das terapêuticas anti-HER2 em cancros colorretais com sobreexpressão do HER2, e possivelmente em outros cancros HER2-positivos”, rematou.

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